Como muitos pensam, Frankenstein
não é o monstro, e sim o cientista, Victor Frankenstein, que, no auge de seu
entusiasmo com a ciência, dá vida à criatura disforme, enorme e repugnante, da
qual ele mesmo foge de horror. Há de se considerar que a criatura a que foi
dada à vida, por mais horrível que fosse, tentou se aproximar dos humanos e de
sentimentos bons, e até de Victor, porém sem êxito, pois sua estatura de 2,40m
combinada com seu aspecto grotesco e olhos amarelados fizeram todos odiá-lo,
sem nem mesmo poder ouvir o que ele tinha a dizer.
Por vezes vemos uma descrença do próprio Victor com relação ao “demônio”, já que se refere várias vezes a ele como uma criatura eloqüente e persuasiva. O livro é uma narrativa dentro de outra, o que torna tudo mais interessante. Começamos com cartas do capitão Walton à sua irmã Margareth e, aos poucos, adentramos no mundo de Victor e da própria criatura que, em um certo capítulo, conta sua história ao seu criador.
É um livro intenso e tem certas
cenas previsíveis, mas não tira o mérito dessa obra, a qual faz jus a todos os
elogios que recebe.
4 estrelas.
P.S: A versão da L&PM Pocket
é cheia de erros! Sério, achei horrível isso, erros de concordância, nexo em
frases. Mas, no mais, foi tranqüilo de ler, e recomendo, mas não dessa editora.
P.S 2: Em 1931 surgiu o primeiro
filme de Frankenstein, que está na minha lista dos filmes para ver antes de
morrer. Ele é o número 56 da lista, antecedido por drácula.
Essa é a primeira resenha de fevereiro, do desafio literário. Nesse mês, o desafio são livros com nomes próprios (: