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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

#Resenha – Frankenstein, de Mary Shelley




Há muito adiava a leitura desta que é uma das maiores obras românticas e aterrorizantes de todos os tempos. Concebida na intimidade de um concurso de histórias de terror realizado no castelo de Lord Byron, Mary Shelley teve quase como uma epifania e escreveu sobre Frankenstein.
Como muitos pensam, Frankenstein não é o monstro, e sim o cientista, Victor Frankenstein, que, no auge de seu entusiasmo com a ciência, dá vida à criatura disforme, enorme e repugnante, da qual ele mesmo foge de horror. Há de se considerar que a criatura a que foi dada à vida, por mais horrível que fosse, tentou se aproximar dos humanos e de sentimentos bons, e até de Victor, porém sem êxito, pois sua estatura de 2,40m combinada com seu aspecto grotesco e olhos amarelados fizeram todos odiá-lo, sem nem mesmo poder ouvir o que ele tinha a dizer.
Por vezes vemos uma descrença do próprio Victor com relação ao “demônio”, já que se refere várias vezes a ele como uma criatura eloqüente e persuasiva. O livro é uma narrativa dentro de outra, o que torna tudo mais interessante. Começamos com cartas do capitão Walton à sua irmã Margareth e, aos poucos, adentramos no mundo de Victor e da própria criatura que, em um certo capítulo, conta sua história ao seu criador.
Achei interessante o modo como o livro vai discorrendo, tudo no seu tempo certo, sem pressas. Mary Shelley é muito detalhista em seus cenários e nos sentimentos dos personagens. Mas o que ficou é que  Victor via o demônio criado por ele como um criminoso, um ser que não merecia o mínimo de consideração, sendo que em seu próprio egoísmo e glória, criou-o para revolucionar a ciência. Ele se condena pelas atrocidades que o demônio realiza, e diz, ele próprio, ser o responsável por tudo isso, inclusive pro sua destruição e pela nuvem de desespero que se apossa dele, mas não confia na criatura e em seus apelos mais humanos.
É um livro intenso e tem certas cenas previsíveis, mas não tira o mérito dessa obra, a qual faz jus a todos os elogios que recebe.

4 estrelas.

 

P.S: A versão da L&PM Pocket é cheia de erros! Sério, achei horrível isso, erros de concordância, nexo em frases. Mas, no mais, foi tranqüilo de ler, e recomendo, mas não dessa editora.

P.S 2: Em 1931 surgiu o primeiro filme de Frankenstein, que está na minha lista dos filmes para ver antes de morrer. Ele é o número 56 da lista, antecedido por drácula.


Essa é a primeira resenha de fevereiro, do desafio literário. Nesse mês, o desafio são livros com nomes próprios (:

sábado, 12 de novembro de 2011

#Livros novos!

Tenho novas crianças! *-*


Estive na Saraiva esses dias e me deparei com uma box da L&PM Pocket de horror!
Mas não tive dúvidas, comprei na hora! :x
A caixa contém as edições de Drácula, de Bram Stoker, Contos de Fantasma, de Daniel Defoe, Frankenstein, de Mary Shelley, O médico e o Monstro, de Robert Loius Stevenson e A Tumba, do H. P Lovecraft.
Vou deixar para lê-los no Desafio Literário 2012. Por ora, vou só admirá-los na minha estante haha.

E aqui está o site da L&PM para caso vocês queiram dar uma olhada nas boxes. Vale muito a pena, mas só comprando na livraria mesmo, porque no site é mais caro.