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segunda-feira, 5 de março de 2012

#Resenha - Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley



Vários clássicos passam por nossas mãos sem que tenhamos, de fato, vontade de lê-los. Para mim, Admirável mundo novo sempre foi um deles; um desses livros que não chamavam muita atenção e do qual eu não tinha nenhuma expectativa. E eis que me deparo com uma história incrível, com um texto belíssimo e com alguns elementos que, na década de 30, pareciam distantes, mas para nós, estão cada vez mais próximos.
Admirável mundo novo é a história da Civilização moderna: crianças criadas em bocais, estruturação familiar desconhecida. “cada um pertence a todos”, e palavras como monogamia, mãe e pai trazem asco e horror. A sociedade feliz é aonde a sociedade moderna se firma. Castas, bebês dominados com idéias pré-concebidas, centenas de gêmeos idênticos que trabalham, trabalham, e, nas horas vagas, tomam “soma”, uma droga que os deixa fora de si e longe dos sofrimentos.
Nesse pano de fundo, conhecemos muitos personagens, até chegarmos na trama principal. Como será que um índio, que tem uma mãe e é leitor de Shakespeare, iria se sair no meio dessa sociedade alienada, cheia de gêmeos idênticos e sem famílias? A partir daí, um texto fluído narra a trajetória desse “Selvagem”, John. Ele é o típico homem das tradições, da religião e do amor.
Huxley surpreende por ter, em sua obra, uma linguagem rápida. Já no início do livro, ele intriga o leitor com cenas interligadas, intercalando-as de uma maneira que eu nunca tinha visto em um livro. A história, em si, tem um tema fraco; o modo, porém, como ele faz a tradução de uma sociedade projetada para 600 anos à frente de seu tempo, além de certeira, ser uma crítica ao andamento da sociedade rumo ao vazio - de sentimentos, de motivos e, principalmente, de pensamentos – é genial.   
O que vemos hoje é uma sociedade alheia a tudo (um exemplo disso são jovens que preferem baladas, as orgias coletivas e bebedeiras), e, traduzindo essa sociedade de Huxley para a nossa realidade, poderemos perceber que muito do “soma” são as nossas drogas, muito do “cada um pertence a todos” se reflete nessas baladas e que a coletividade está preguiçosa e não quer mais pensar, pois a internet deixou tudo mais fácil e rápido.
É um livro ótimo para refletir sobre atitudes coletivas, sobre a sociedade vazia e sobre como alguém diferente disso tudo pode viver nessa sociedade. Identifiquei-me demais com o Selvagem em algumas passagens. Vale a pena.

4 estrelas


P.S: Há uma adaptação para o cinema desse livro, com o mesmo título: Admirável mundo novo. Foi feito em 1998. Fiquei curiosa para assistir, mas morro de medo de me decepcionar, igual Fahrenheit 541 (filme mais parado que nem sei)

P.S 2: O único defeito da Globo de bolso, além dos errinhos básicos, é aquele maldito suplemento de leitura e o prefácio que entrega a história logo de cara. Deveriam mover aquele prefácio maldito e transformá-lo em posfácio. Fora isso, recomendo.

Essa postagem faz parte do projeto 501 grandes escritores =] 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

#Resenha: Werther, de Goethe




Este é o primeiro livro que leio de Johann Wolfgang Von Goethe, e devo dizer, não me decepcionei. Por muitos momentos me identifiquei com Werther, e suas palavras ainda ecoam na minha mente. Acho que todos deveriam ler esse livro, que contém excelentes ensinamentos, além de uma leitura rápida e agradável.
O livro é todo contado pela visão de Werther, em cartas endereçadas ao seu amigo, Wilhelm. Werther conta cada minúcia de seus sentimentos e cada impressão que as pessoas e a natureza lhe proporcionam, e por muitas vezes pude imaginar o cenário que ele percebia. Assolado por uma paixão arrebatadora, também este amor pode ser percebido pelo leitor, tamanha é a grandiosidade com que é descrito. A dor do personagem pode ser percebida igualmente pelo leitor, que sofre, e descreve o sofrimento que o consome dia após dia. Ou seja: tudo, absolutamente tudo pode ser sentido, visto e observado pelos olhos de Werther. Senti-me como se fosse Wilhelm, e compartilhei cada carta como se fossem escritas para mim.
 É um livro curto, de 162 páginas, que é bonito, profundo e romântico, sendo o marco do romantismo do século XVIII e meio autobiográfico também, afora o final. Não estava preparada para uma leitura tão densa, mas depois que comecei a ler, foram raras as vezes que consegui parar. E, para ter uma noção do quão profundo é o livro, houve uma onda de suicídios depois que ele foi lançado.


Darei 5 estrelas, e votos de que leiam (mas não se suicidem!)


Curiosidade: Já tinha o livro em mãos e já estava pensando em lê-lo, mas Frankenstein estragou tudo! Esse é um dos dois livros que o monstro encontra em uma cesta, quando começa a aprender a se comunicar. Ele conta o final do livro, Danmit! Mesmo assim, foi uma ótima leitura.

P.S: a edição que tenho diz apenas "Werther", mas vi várias edições em que o nome é "Os sofrimentos do Jovem Werther". Acho que aqui no Brasil é mais comum esse título.


Esse é o segundo livro para odesafio literário do mês de fevereiro e meu segundo clássico!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

#Motivos e novas Compras!

Olá bichanos de biblioteca!

Andei meio ausente dos meus blogs e com atualizações pendentes devido à maratona do Vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que ocorreu dos dias 8 a 11. Prestei para Artes Visuais, com ênfase em fotografia. Devo dizer que poderia ter ido melhor (sempre pensamos assim, invariavelmente), mas estava difícil, ainda mais que fiquei um ano longe de estudos desse porte (já que estava cursando direito em uma universidade paga. Alguém notou a discrepância entre um curso e outro? haha). Agora só dependo dos corretores avaliarem a minha redação. O resultado sai dia 21, portanto estou bastante ansiosa!

Bem, vamos voltar à ativa. Tenho novos livrinhos na minha estante, apesar de não ter tido tempo para ler os anteriores. Estou ficando boa em compras desse porte. Dessa vez, comprei 11 livros por 88 reais haha! A cultura é ótima quando se tem tempo, paciência e não se importa em comprar edições meio feias e que ninguém leva. Existem vários clássicos a preço de banana por lá, e dei sorte de achá-los, vários deles. Aproveito e melhoro o meu inglês, já que os livros com edição original são mais baratos. Até o vendedor da livraria ficou pasmo, achando que ia dar bem mais haha.

Eis a lista: 
- As novelas completas de Jane Austen (Sense and Sensibility, Pride and Prejudice, Mansfield Park, Emma, Northanger Abbey, Persuasion e Lady Susan)
- Anna Karenina, Leo Tolstoy
- Crime And Punishment, Fyodor Dostoyevsky
- Moby Dick, Herman Melville
- Oliver Twist, Charles Dickens

(na ordem: Razão e sensibilidade, Orgulho e preconceito, os três próximos acho que não têm uma tradução adequada... Persuasão. Depois, do Dostô, Crime e Castigo e o restante, outros dois clássicos!)

De todos, olhando por cima, acredito que 5 servem para o Desafio Literário :D
(e aquele guardião ali é o Penguines!)

Dando continuidade ao post um pouco grande, devo dizer que estou bem engajada no desafio, tendo lido já um livro, que falta postar, e lendo mais um na sequência, para o mês de janeiro, que é "Julie &Julia". O primeiro foi "O clube das Chocólatras", que mais tarde postarei a resenha aqui. Por ora, acho que é só isso que tinha para atualizar!
Desculpem mesmo a demora, não sei se tem gente que lê por aqui, mas se tiver, essas desculpas são para vocês!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

30ª pergunta - meme!

                                         Qual foi o último livro que você comprou?
(Fale sobre ele.)

 


Na bem da verdade, comprei 5 numa sentada haha. Ainda bem que o meme tem essa pergunta, porque estava louca para postar esses nenês lindos!
Vamos a eles:

The Little Prince: Versão com as folhinhas douradas, coisa mais linda. Estava com 50% de desconto, precisei comprar. A história eu conheço bem por cima, mas de início simpatizei com as tiradas. Espero terminá-lo logo, mas as provas estão chegando, então perdi as esperanças.
Estou louca pra lê-lo, e acabei comprando em inglês mesmo. Quero só ver no que vai dar haha.
Admirável mundo novo: não tenho muito o que comentar sobre esse livro, exceto que já ouvi muitos comentários bons sober ele. Comprei a versão em português, verdinha pocket.
O Grande Gatsby: Também não sei por que diabos eu comprei esse livro. Nunca soube do que se tratava, mas sempre ouvi falar dele. Fiquei curiosa e decidi saber do que se tratava, então vou ler sem expectativa nenhuma.
The picture of Dorian Gray: Achei interessantíssima a história e ficou super curiosa pra ler, então veio junto na sacola, porque tava baratinho. O grande lance da livraria Cultura é saber levar as edições certas (e completas).

Como pode-se perceber, sou fanática por clássicos. Espero ansiosa o dia que terei tempo pra essas belezuras.