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sexta-feira, 16 de março de 2012

#Resenha - Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson




De uns tempos para cá, muita gente vinha falando do sucesso explosivo da trilogia Millenium, com grande entusiasmo. Sempre vejo essas empolgações com certa desconfiança, e desde que essa febre veio à tona, não me empolguei muito a ler. Entretanto, essa minha desconfiança não tinha razão de existir, visto que a literatura me surpreendeu de maneira bem positiva.
O livro se inicia com histórias paralelas. De um lado, Mikael Blomkwist, um jornalista de uma revista intitulada Millenium que foi acusado duramente de difamação e sentenciado a 3 meses de prisão por uma matéria caluniosa contra o industrial Hans-Erik-Wennerström. De outro, Lisbeth Sallander, uma garota problemática, com aspecto anoréxico, tatuagens e piecings pelo corpo e uma atitude antissocial, que trabalha para a Milton Security como investigadora freelancer. O que um jornalista bem sucedido que foi condenado e uma jovem com problemas têm em comum? E como essas duas vidas se veem entrelaçadas por um misterioso desaparecimento de uma jovem, que data de 1966? Todas essas lacunas e dúvidas são tiradas neste que é, além de uma leitura instigante, um livro muito bem escrito. Stieg Larsson soube como cativar o leitor, e  nos faz discorrer, sem cansar, sobre 522 páginas de uma história fascinante.
 Entramos na vida desses dois personagens que cativam logo no início, por suas personalidades distintas, mas muito bem estruturadas. Apesar de o livro cair, em algumas vezes, na repetição, e ter algumas passagens meio cansativas, o todo dele fez com que a leitura fosse cada vez mais necessária, para saber e descobrir todo o mistério. É por isso que é uma leitura relativamente rápida.
É fato que o desfecho deixou um pouco a desejar. Creio que o autor estava muito ansioso para entregar tudo, e o fez com uma avidez que me deixou com o pensamento de “por que ele fez isso?”. Mesmo que pudesse ser feito de outra forma, a história em si compensa. Estou ansiosa pelo segundo volume, e é uma pena que o autor tenha morrido em 2004, sem ver o sucesso mundial de sua obra inteligente e perspicaz (ao menos o primeiro volume, mas tenho certeza que os outros serão tão bons quanto este foi).

4 estrelas.
 

P.S tentei fazer uma resenha baseada na falta de informação do leitor. Li algumas antes de chegar na parte do livro que descobrimos a história principal (que ocorre lá pela página 91) e fiquei decepcionada, porque ainda não tinha chegado nessa parte e não sabia absolutamente nada da história (sim, não li nem a sinopse do filme!)
P.S 2 Essa trilogia era para ter 10 volumes, mas parou na terceira por causa do infarto do autor, que morreu com 50 anos. São eles: Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do Castelo de Ar.

P.S 3 Mikael Blonkwist tem um quê de Larsson, pois ambos são jornalistas, têm uma revista fundada por eles que denunciam nichos diferentes e estão (ao menos na época em que escreveu) na casa dos 40 anos.

P.S 4 O livro têm duas adaptações: a sueca e a americana, que há pouco ganhou o Oscar de Melhor Edição e Montagem. Ainda, tinha mais algumas indicações, como a atriz que interpreta Lisbeth, Rooney Mara. Dizem que o filme sueco é melhor. Abaixo, respectivamente, suécia e Estados Unidos (Bem que podiam colocar uns atores mais sexys né... Cogitaram o Johnny Deep pra fazer o Mikael, eu apoiaria! Quanto à Lisbeth, gostei mais da sueca)
 

Esse livro faz parte do DesafioLiterário!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

#Resenha: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry


“All grown ups were children once”

Um piloto tem problemas no avião e cai no Deserto do Saaha, achando que está sozinho e vai morrer de sede. Mas, quando acorda, é surpreendido por um homenzinho loiro com um cachecol dourado, que é um pequeno príncipe de um pequeno planeta. O pequeno príncipe, quando faz uma pergunta, nunca a deixa morrer até ser respondida. Em contrapartida, ele não gosta de responder as perguntas do aviador, mas mesmo assim o pequeno príncipe acaba contando suas histórias e aprendizados.
Todos os adultos foram crianças uma vez, mas eles esquecem. Por isso, acabam esquecendo as coisas essenciais e simples da vida, e não conseguem enxergar nada além do que está em sua frente. Basicamente, os ensinamentos desse livro se resumem a isso, e é um excelente aprendizado para crianças e adultos.
O livro tem tantas simbologias e é tomado de uma poesia que encanta os olhos do leitor. Recomendo, muitíssimo, que leiam essa fábula que atravessa os anos e não perde seu valor. Esse foi o primeiro livro que li inteiro em inglês, e tem certas palavras que são difíceis para o meu nível de leitura, mas isso não desmerece em nada a obra, nem as minhas impressões acerca dela.
Saint-Exupéry mostra uma sutileza de sentimentos e considerações sobre o adulto, e sobre como eles não entendem nada, sendo trabalho das crianças tentar explicar as coisas. Além disso, podemos ver uma descrença do próprio autor com relação aos adultos, porque ele próprio era piloto da Força Aérea Francesa, tendo morrido no quase término da Segunda Guerra Mundial; ou seja, o piloto da história pode ser comparado ao autor e vice-versa. A morte Saint-Exupéry foi trágica, e nunca encontraram o corpo dele, mas isso não o define como autor, e sim essa obra magnífica, com ilustrações simples mas únicas. Lindo, simplesmente.



Quotes que merecem ser destacados:


(o essencial é invisível aos olhos)
(Os olhos são cegos. Você deve procurar com o coração)
(Tu és inteiramente responsável por aquilo que cativas)

Traduções literais, ao menos como eu sempre ouvi.

5 estrelas!



Esse é o quinto e último livro de fevereiro do Desafio Literário, e também mais um livro do projeto 501 grandes escritores

P.S: Pegadinha pra quem ainda não leu: o que é isso? Haha
Se souber responder, sua criança interna ainda não morreu :) 
E quem leu, não responda!

P.S 2: a editora Collector's library é toda linda! É um livro pequeno com bordas douradas, e tem uma capa vermelha de veludo. Como estava na promoção, comprei e adorei! recomendo!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

#Resenha: Marina, de Carlos Ruiz Zafón



“Em maio de 1980, desapareci do mundo por uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro (...)”

Editora Suma de Letras
Começando com uma premissa misteriosa, Carlos Ruiz Zafón nos apresenta ao universo de Óscar Drai, um menino de um internato que, nas horas vagas, escapa para dar caminhadas por Barcelona. Numa dessas caminhadas, Oscar encontra um casarão e um gato abocanhando um pardal. A partir daí, não há como contar mais nada sem comprometer a obra aos leitores que ainda não tiveram a oportunidade de ler.
like a boss haha!
Zafón conta a história de forma intrínseca. Ela vai se desenrolando de uma maneira única, e dificilmente o leitor vai conseguir largar o livro sem terminá-lo. Óscar, e principalmente Marina, são cativantes por si só, e a descrição de uma Barcelona aos olhos de Zafón são, inclusive, secundários, porém muito bem executados. Zafón não quer saber da Barcelona dos olhos do turista, e sim da Barcelona de seus olhos, que ele passa ao leitor com uma sensibilidade crua. Ademais, os personagens posteriores a que somos apresentados também são, detalhe por detalhe, imprescindíveis para a obra.
É difícil não imaginar cada cena descrita pelo escritor, e a cada linha, pude imaginar os traços de Marina, do Casarão, de Oscar e Gérman, e inclusive da Barcelona dos anos 70. Os detalhes são pontos fortíssimos construídos por Zafón, e isso me fez querer descobrir mais de sua obra. Apesar de uma história infanto-juvenil, Marina é um livro que pode ser livro por leitores de várias idades, e mesmo assim, cativar a todos. Foi uma leitura trnaquila e muito apreciada.

4 estrelas!
 

P.S: Como os personagens são muito detalhados, poderia até dar palpites de quem poderia fazer Marina no cinema e, arrisco dizer, ela ficaria perfeita pro papel!
Amy Adams, sua linda!

Esse é o quarto livro do Desafio Literário do Mês de Fevereiro :D Se quiser ler sobre Frankenstein, Werther e Lolita, clique!

P.S 2: fiquei tão feliz que uma das personagens ter o meu nome, apesar de ela ser uma bitch. Nunca tinha visto nenhuma Tatiana na literatura estrangeira haha.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

#Resenha: Cândido, ou o otimismo, de Voltaire


"tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis"

Sempre tive certo preconceito com relação a Voltaire, pois achava que era uma leitura culta e de difícil compreensão. Depois que comecei a ler as primeiras páginas de Cândido, percebi que estava completamente enganada.
Em tons de sátira, Voltaire faz uma crítica ao otimismo de Leibniz, um filósofo da época que acreditava que estávamos no melhor dos mundos possíveis, e que tudo que acontecia era o melhor. Nesse livro, Cândido é criado em um castelo por Pangloss, filosófo que ensinou a ele tudo o que ele sabia. Depois de uma série de tragédias em sua vida, o desenrolar da história é feito de maneira sublime, carregado de sarcasmo e com um final sensacional. Cândido acabou sendo uma leitura bem interessante, e acho que, qualquer dia, merecerá uma releitura.
Claro que, no primeiro momento, o leitor sem uma leitura prévia do iluminismo e dessa crítica a Leibniz talvez ache o livro otimista demais e não enxergue a sátira por trás do texto; ressalto, entretanto, que depois de uma rápida pesquisa, achará o livro fantástico, como eu achei. Estou ansiosa para as próximas leituras desse escritor, haja vista que ele influenciou diversos autores em suas obras, como George Orwell em "1984" e Aldous Huxley em "Admirável Mundo Novo".

4 estrelas!

P.S: a versão da L&PM Pocket, desta vez, foi boa, sem nenhum erro nem nada grosseiro no texto.
P.S 2: existem várias versão de título, como Cândido apenas, ou Cândido o ingênuo, mas é tudo a mesma coisa. 

P.S 3: Existe, também, uma adaptação para o cinema, mas é nacional. O Título é "Candinho", é uma comédia de 1954. Medo!
 

Esse post faz parte do projeto 501 grandes escritores  :)

domingo, 22 de janeiro de 2012

#Resenha: Julie & Julia, de Julie Powell



 O livro de estreia da escritora novata Julie Powell, uma texana maluca que decidiu, em 365 dias, fazer 524 receitas do livro de Julia Child, Mastering the Art of French Cooking. 
Julie é uma secretária de repartição pública que odeia o seu trabalho, beirando os trinta anos e que não sabe que rumo dar a sua vida, até que seu marido Eric a incentiva a começar o projeto de sua vida.

O livro em si tem seus prós e contras, mas como é o primeiro livro da escritora, e possivelmente o último, porque não ouvi mais falar dela, relevarei. Julie adora comparar comida com sexo, e faz várias alusões a filmes e seriados, e isso é um ponto muito positivo, tornando o livro bem engraçado em algumas passagens. Porém, achei o livro maçante nas últimas 100 páginas. A impressão que fica é que a escritora não queria terminar de escrever, como o seu projeto de culinária, que precisou de um ponto final definitivo que a autora comenta, perto do fim. 

Tenho uma certa inveja de Julie, porque ela, além de ter começado um projeto num prazo e tê-lo terminado no  tempo estimado, ainda teve várias acessos em seu blog. Sim, sou uma blogueira recalcada, mas isso não influencia na minha nota, ok?

Demorei bem mais do que achava de demoraria para ler, e não gostei disso. Tem trechos interessantes, engraçados e inteligentes, mas poderia ter umas 200 páginas, tranquilamente.

Darei 2 estrelas.




P.S: Muitas vezes, o livro me despertou uma vontade louca de cozinhar, e já ia começar meu terceiro projeto de um livro de chocolate que tenho aqui. Aí voltei pra realidade e percebi que talvez eu precise ter 29 anos ou tempo, o que vier primeiro. Não descartei a possibilidade de fazer, mas agora não é o momento.
P.S. 2: Escolheram muito bem a atriz para interpretar a Julie, e acho que o filme, dessa vez, superou o livro. Claro que a Meryl Streep também fez uma grande diferença no longa, mas até que ela não ficou atrás.

Amy Adams Lindona!

Esse é o segundo livro (e possivelmente o último) do mês de janeiro do Desafio literário!! 

Agora vou entrar em um pseudo-recesso, pois estou indo pra praia e só volto semana que vem! See ya!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

#Resenha: A dieta das Chocólatras, de Carole Matthews

Continuação do Clube das Chocólatras, esse livro continua ainda muito bom para o que pretende. 4 amigas e uma paixão em comum: chocolate! Lucy, Chantal, Autumn e Nadia prometem algumas risadas e várias confusões nesse livro de Carole Matthews, que mais parece um sex and the city regado a cacau.
Com seus relacionamentos, sofrimentos, dívidas, dúvidas e muito chocolate, elas conseguem tocar suas vidas aos trancos e barrancos, cada uma com seus problemas, mas uma sempre ajudando a outra.


Chantal está com crise em seu casamento com seu marido Ted; Nadia também, com seu marido Toby, viciado em jogos de cassino; Autumn ainda tem problemas com seu irmão viciado em drogas; e Lucy, como sempre, com a vida amorosa num desastre enorme. Todas elas se encontram no Paraíso do Chocolate, gerenciado por um casal de Gays, Clive e Tristan, normalmente para afogar as mágoas e com pretextos para comer muito.

Gostei muito dessa continuação. As novas “enrascadas” que as amigas se metem estão além do imaginável, mas são mais emocionantes que a do primeiro livro. Os dois valem a pena porque é uma leitura muito boa de se fazer, e vai muito rápido, porque li 400 e poucas páginas em poucos dias. Gosto de livros de leitura ininterrupta, e, para ser sincera, gostei de ter começado o desafio com este. Espero continuar com o mesmo pique!
O que eu achei meio forçado foi o desenrolar de um dos problemas no livro, o de Lucy. Só não o contarei aqui porque é importante e posso comprometer a história do livro. De restante, não chega a ser excelente, mas não é ruim. Darei 3 estrelas para ele.



P.S: Lembrei muito das minhas amigas da Dança lendo esse livro. A única diferença é que nós somos 5, e não 4.
Smash Dance Team <3

Esse post é para o Desafio Literário do mês de Janeiro!